terça-feira, 18 de agosto de 2020
: A Agenda Globalista e a Engenharia Social. Você já ouviu falar sobre Engenharia Social? Engenharia Social é baseada na manipulação psicológica, ou seja, tenta fazer com que outras pessoas façam o que você quer que elas façam. E criar o medo é o instrumento mais eficaz para alcançar os seus objetivos. Exemplo:
segunda-feira, 17 de agosto de 2020
sábado, 15 de agosto de 2020
sexta-feira, 14 de agosto de 2020
sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
João e Deus
E o João, hein?!?
Dizem que é de Deus, assim como tantos outros Joões, Pedros, Paulos, Franciscos...
Mas é de Deus???
É... mas quem não é?
O duro é saber que esses tantos fieis, das mais diversas religiões, se submetem a esses poucos Joões, seja por carência ou precisão...
Querem Deus, mas só encontram João.
Valdemilson Liberato
sábado, 17 de março de 2018
Intervenção.
Já não é de agora que o Brasil e em especial o Rio de Janeiro, necessita de uma intervenção. Nisso não há o que se discutir.
Mas que tipo de intervenção é necessária?
Os religiosos acreditam que só a intervenção divina, diante da degradação humana, do grau de imoralidade, promiscuidade, falta de ética e amor ao próximo, possa resolver essa situação. Amém!
Alguns afirmam que uma intervenção nas áreas sociais, política, educacional de base, possa amenizar as mazelas dessa enorme desigualdade social de séculos de abandono e exploração do povo, e assim, possa realmente resolver, a médio e longo prazo, esse caos. Verdade!
Ainda outros falam sobre a necessidade, a curto prazo, da intervenção armada, através do emprego das forças militares e no extermínio dos agentes da violência e desordem. Não só dos que estão na ponta da lança mas, principalmente, os que projetam e os que conservam a lança. Pode ser!
Bem, mas não tenho aqui a pretensão de expor soluções para esse gravíssimo problema. Contudo, o mínimo que posso fazer é perguntar, já que “perguntar não ofende”, né?
Então aí vai:
Essa resolução do presidente Temer, como pretensa solução para a violência no Rio, do que se trata?
Lembrando que, como eles mesmo evidenciam, “essa é uma intervenção federal e não militar!”
Tá legal, não pretendo ser aqui mais um “teórico da conspiração”, mas vamos refletir juntos: desde quando não ouvimos os políticos, os especialistas em segurança pública, os religiosos, ONGS, os intelectuais, governadores, artistas, enfim, todos os representantes da sociedade civil e militar, darem suas “infalíveis certezas” sobre a resolução do problema da violência em nosso Estado?
Um ano? dez anos, cinquenta anos?
Por que até agora todas essas falas e projetos nada resolveram? Pelo contrário, o que percebemos é que cada vez mais, essa situação só vem se agravando.
Agora, diz o presidente da república:
“O governo dará respostas duras, firmes e adotará todas as providências necessárias para derrotar o crime organizado e as quadrilhas. Não aceitaremos mais passivamente a morte de inocentes. É intolerável que estejamos enterrando pais e mães de família, trabalhadores honestos, policiais, jovens e crianças.”
Será???
Será mesmo apenas coincidência que só agora é tomada essa resolução drástica pelo Palácio do Planalto, no ano de eleição, inclusive para presidência da república, onde um candidato de oposição, militar, vem se destacando nas pesquisas de intenção de votos?
Será que essa intervenção “meia boca”, onde se escolhe um representante do alto escalão das Forças Armadas - considerado por muitos o último baluarte de moralização e ordem do país - para assumir uma situação caótica, dando-lhe apenas parcos poderes de ação e sujeitando seus futuros atos de intervenção à aprovação dessa corja de corruptos instalados nos poderes executivo, legislativo e judiciário, realmente almeja simplesmente a resolução da violência?
É sério???
Ou será que, mais uma vez, por traz disso tudo, existe um plano friamente arquitetado politicamente com a intenção prévia de não querer a resolução do problema, mas exatamente o contrário, ou seja, o provável fracasso pelos “militares”??
É... Infelizmente, só saberemos nos próximos capítulos desse drama chamado Rio de Janeiro - Brasil.
Bem, ademais, torçamos que não haja ingenuidade por parte dos homens que compõem o Comando das Forças Armadas.
Que Deus nos ajude!
Brasil acima de tudo, Deus acima de todos!!!
Por: Valdemilson Liberato.
Já não é de agora que o Brasil e em especial o Rio de Janeiro, necessita de uma intervenção. Nisso não há o que se discutir.
Mas que tipo de intervenção é necessária?
Os religiosos acreditam que só a intervenção divina, diante da degradação humana, do grau de imoralidade, promiscuidade, falta de ética e amor ao próximo, possa resolver essa situação. Amém!
Alguns afirmam que uma intervenção nas áreas sociais, política, educacional de base, possa amenizar as mazelas dessa enorme desigualdade social de séculos de abandono e exploração do povo, e assim, possa realmente resolver, a médio e longo prazo, esse caos. Verdade!
Ainda outros falam sobre a necessidade, a curto prazo, da intervenção armada, através do emprego das forças militares e no extermínio dos agentes da violência e desordem. Não só dos que estão na ponta da lança mas, principalmente, os que projetam e os que conservam a lança. Pode ser!
Bem, mas não tenho aqui a pretensão de expor soluções para esse gravíssimo problema. Contudo, o mínimo que posso fazer é perguntar, já que “perguntar não ofende”, né?
Então aí vai:
Essa resolução do presidente Temer, como pretensa solução para a violência no Rio, do que se trata?
Lembrando que, como eles mesmo evidenciam, “essa é uma intervenção federal e não militar!”
Tá legal, não pretendo ser aqui mais um “teórico da conspiração”, mas vamos refletir juntos: desde quando não ouvimos os políticos, os especialistas em segurança pública, os religiosos, ONGS, os intelectuais, governadores, artistas, enfim, todos os representantes da sociedade civil e militar, darem suas “infalíveis certezas” sobre a resolução do problema da violência em nosso Estado?
Um ano? dez anos, cinquenta anos?
Por que até agora todas essas falas e projetos nada resolveram? Pelo contrário, o que percebemos é que cada vez mais, essa situação só vem se agravando.
Agora, diz o presidente da república:
“O governo dará respostas duras, firmes e adotará todas as providências necessárias para derrotar o crime organizado e as quadrilhas. Não aceitaremos mais passivamente a morte de inocentes. É intolerável que estejamos enterrando pais e mães de família, trabalhadores honestos, policiais, jovens e crianças.”
Será???
Será mesmo apenas coincidência que só agora é tomada essa resolução drástica pelo Palácio do Planalto, no ano de eleição, inclusive para presidência da república, onde um candidato de oposição, militar, vem se destacando nas pesquisas de intenção de votos?
Será que essa intervenção “meia boca”, onde se escolhe um representante do alto escalão das Forças Armadas - considerado por muitos o último baluarte de moralização e ordem do país - para assumir uma situação caótica, dando-lhe apenas parcos poderes de ação e sujeitando seus futuros atos de intervenção à aprovação dessa corja de corruptos instalados nos poderes executivo, legislativo e judiciário, realmente almeja simplesmente a resolução da violência?
É sério???
Ou será que, mais uma vez, por traz disso tudo, existe um plano friamente arquitetado politicamente com a intenção prévia de não querer a resolução do problema, mas exatamente o contrário, ou seja, o provável fracasso pelos “militares”??
É... Infelizmente, só saberemos nos próximos capítulos desse drama chamado Rio de Janeiro - Brasil.
Bem, ademais, torçamos que não haja ingenuidade por parte dos homens que compõem o Comando das Forças Armadas.
Que Deus nos ajude!
Brasil acima de tudo, Deus acima de todos!!!
Por: Valdemilson Liberato.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
AVIVAMENTO ou AVIVAUMENTO?
AVIVAMENTO ou AVIVAUMENTO?
"Conheço as tuas obras"... (Ap 3)
Será que podemos aplicar essa admoestação do Senhor para alguns de nós, líderes "laudiceanos" contemporâneos?
Esses de agora também parecem abastados por sua humilde soberba, confortados pela doce arrogância de um poder eclesiástico que lhes são conferidos (apóstolos, bispos, pastores, diáconos), sadios em suas obras pseudo piedosas de "esmolas missionárias", ricos no investimentos em pregações profissionais carismáticas e prioridade nas construções patrimoniais de templos confortáveis.
Com isso, atraem e empilham, cada vez mais e mais, rebanhos de inocentes ovelhas em seus redis, mas que permanecem desnutridas por falta de alimento sólido, que perecem sedentas da verdade, famintas da misericórdia de ajuda social, desamparadas de amor e descuidadas de pastoreio.
Desta forma, sem o cuidado necessário, muitas dessas ovelhas perecem, algumas fogem para outros pastos e se perdem, outras permanecem resistindo fielmente mas definhando progressivamente em seus cercados.
"Precisamos de avivamento!" - Essa é a palavra de ordem.
Mas como ter avivamento se nos sentimos sadios e se dizemos: "Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta".(Ap3.17)
Realmente, como disse Jesus: "Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes;"(Mc 2.17)
Segundo o grande evangelista norte-americano, Billy Graham: "Avivamento é o Espírito Santo enchendo um corpo preste a se tornar um cadáver".
Charles Finney definiu assim um avivamento:
"Avivamento é a renovada convicção de pecado e arrependimento, seguida de um intenso desejo de viver em obediência a Deus. É a entrega da vontade a Ele em profunda humildade".
Mas então, se não estamos doentes, se nada disso nos cabe, será que podemos supor que o que se concebe como necessidade atual é um "avivaumento" para nossas igrejas?
"Ouvi, Senhor, a tua palavra, e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia."( Hc 3.2)
Valdemilson Liberato
Graça e Paz
Liberato.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
A HOMOSSEXUALIDADE SOB UMA PERSPECTIVA
NEUROPSICOLÓGICA
Resumo do Trabalho de Pós-graduação, como requisito parcial à conclusão do Curso de Especialização em Neuropsicologia.
Por: Valdemilson Liberato
Por: Valdemilson Liberato
RESUMO
O presente trabalho tem como principal objetivo abordar o tema
da homossexualidade sob uma perspectiva neuropsicológica. Um esforço para
apresentar e estimular a exploração de novas possibilidades de pesquisa nesta
área, visando a um olhar mais independente sobre a complexidade das questões
que envolvem a orientação sexual do ser humano e suas consequências
psicossociais.
Alguns estudos recentes indicam que a orientação sexual tem uma
grande influência genética/biológica, sendo provavelmente determinada antes
ou pouco depois do nascimento; outras contestam tais afirmativas e defendem a
primazia dos fatores ambientais sobre o individuo. Embora tais estudos não
sejam conclusivos, parece-nos desde já no mínimo irresponsável defender que a
homossexualidade seja mera questão de escolha.
Se o ser humano descobre a sua sexualidade como processo de
crescimento, podemos então supor que a única escolha que lhe está reservada
quanto a isto é entre viver a vida de acordo com uma provável “predisposição
psicobiológica”, ou segundo o que a sociedade espera dele.
Admitir a homossexualidade como mero caso de livre escolha é desconhecer
as motivações que impelem homens e mulheres a buscarem em desespero a ajuda
psicoterápica nos consultórios de Psicologia, ante a própria orientação sexual;
sendo desarrazoado considerar que escolham deliberadamente algo que os deixa
expostos à dolorosa rejeição familiar e social.
Sempre que pensamos em Ciência tendemos a considerá-la
creditando-lhe valores de pureza e legitimidade a que se vinculam a expansão e
o aprofundamento do saber, de modo que, na busca da verdade sobre todas as
questões que envolvem a existência humana, os parâmetros norteadores da
liberdade e da imparcialidade científicas sejam inegáveis para o progresso e
bem-estar da humanidade.
Contudo, as pesquisas científicas e, em especial, a divulgação
de seus resultados sofrem a incidência ideológica de poderes culturais,
políticos, econômicos, sociais e religiosos coexistentes, convertendo-se em
sistemas institucionalizados de orientação da consciência humana.
No âmbito das ciências médicas e psicológicas não seria
diferente. Vemos, por exemplo, vestígios dessa influência nas mudanças
taxonômicas dos transtornos mentais e do comportamento humano no passar dos
anos. Admitir que algumas das mudanças ocorridas não sejam resultado exclusivo das
descobertas oriundas de rigorosos estudos, de pesquisas formais exaustivas e
comprovações científicas de alta qualidade – como muitos poderão afirmar – mas,
principalmente, de variantes do subjetivismo pessoal lavrado por interesses ideológicos
em voga, parece-nos razoável.
Os parâmetros de normalidade ou anormalidade da sexualidade
humana sempre foram, por princípio, produtos do pensamento humano, carregado
dos preceitos e preconceitos filosóficos e/ou religiosos predominantes na cultura
de cada povo, em determinado local e tempo. Podemos exemplificar como origem e expansão
das bases de um desses “determinantes de normalidade” o pensamento derivado das
religiões abraâmicas e da filosofia grega. Inseridos nos padrões éticos e valores morais vigentes nas
sociedades judaico-cristãs e Islâmicas há milhares de anos, esses conceitos foram
propagados através dos séculos e admitidos por diferentes culturas de diferentes
povos e nações espalhados pelo mundo. Até hoje, embora questionados e até
rejeitados por alguns segmentos da sociedade, os valores morais religiosos/filosóficos são
poderosas referências norteadoras para a construção da normatização dos padrões
comportamentais do homem em seu meio.
Sabemos que há bem pouco tempo a homossexualidade chegou a ser
considerada pela ciência médica e do comportamento uma doença, um desvio da
conduta sexual, uma anormalidade que reclamava a produção de um conhecimento
norteador visando a um tratamento adequado em busca da sua “cura”.
Mais recentemente, a 10ª edição da classificação de doenças –
CID 10 (OMS-1993) e a quarta edição do manual de diagnóstico e estatístico de
transtornos mentais – DSM IV (APA; 1995) excluíram a homossexualidade da
classificação de doenças. No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia redigiu a
resolução 001/1999, estabelecendo normas de atuação dos psicólogos com relação
à orientação sexual das pessoas. O texto considera a homossexualidade como algo
não patológico e proíbe que os psicólogos considerem seus pacientes como
portadores de doenças (CFP, 1999).
Depois disso houve um crescimento espantoso nas pesquisas
científicas para provar a hipótese de que a homossexualidade teria base
marcantemente genética. Desta forma, no "vácuo" dessas pesquisas, começou a surgir um movimento ideológico
visando criar subsídios científicos para normatizar o comportamento
homossexual, excluindo definitivamente qualquer hipótese de prática
psicoterapêutica contrária às suas convicções. Esses argumentos foram
apropriados pelo ativismo homossexual ideológico, forjando-se uma falsa premissa
dialética baseada na ciência, do tipo: se a homossexualidade não é considerada
uma doença é algo natural e, por ser natural, tem de ser aceita e não
questionada.
Contudo, como já citamos acima, por sua complexidade o estudo
sobre a sexualidade humana requer mais seriedade em sua análise, dada a
variedade das possibilidades de sua expressão e influências dos pensamentos
subjetivos que o delimitam. Uma boa definição da complexidade que envolve a
compreensão da sexualidade humana pode ser apreciada na seguinte descrição:
"A sexualidade, desejo
fundamental do ser, ocupa um lugar central em nossa condição existencial. Ela
compreende três dimensões básicas: uma biológica, uma psicológica e outra
cultural. A dimensão biológica corresponde ao impulso sexual, determinados por
processos fisiológicos, cerebrais (sistema límbico, principalmente) e
hormonais; a psicologia corresponde aos desejos eróticos subjetivos e a vida
afetiva intimamente implicada na vida sexual; finalmente, a dimensão cultural
corresponde aos padrões de desejo, comportamentos e fantasias sexuais criados e
sancionados historicamente pelas diversas sociedades e grupos social. Estas
três dimensões manifestam-se de modo geral, de forma conjunta na vida sexual". (Dalgalarrondo,
2000, p.216)
De sorte que tratar dessa complexidade através de qualquer forma
de interdito, seja por razões passionais, ideológicas, institucionais, ou por
qualquer outro instrumento político, econômico e religioso, com intenção apenas
de influenciar a opinião pública para criação de novas normatizações, é, no
mínimo, uma atitude suspeita contra a ética, a imparcialidade e a objetividade
científica.
Nos últimos vinte anos surgiram muitas pesquisas sobre esse
assunto tão polêmico, mas nenhum conclusivo. Robert Epstein (2006), por exemplo,
doutor em psicologia pela Universidade Harvard, contesta a existência de apenas
duas alternativas de orientação sexual, mas de um continuum, uma gradação de possibilidades de interesse. Por sua vez
a neurocientista brasileira Suzana Herculano-Houzel (2006) afirma que “a
preferência sexual é determinada biologicamente e ainda no útero – o que faz da
homossexualidade uma descoberta, não uma escolha”. Já o PhD em psicologia
Willian Byne (1993) critica as teorias que postulam a preponderância dos
fatores biológicos na homossexualidade e propõem um modelo alternativo de
teoria em que as características temperamentais e de personalidade, herdadas e
influenciadas por hormônios, interagem com ambientes familiares e sociais
enquanto a sexualidade do individuo se desenvolve.
Contudo, observamos que é só a partir do conhecimento neurocientífico que vão
surgir novas possibilidades de se pensar sobre as questões que envolvem o
comportamento humano e sua sexualidade. Por exemplo, estudos nessa área comprovaram que o
sistema límbico – grupo de estrutura no qual se inclui o hipotálamo – tem
grande influência nos acontecimentos referentes à sexualidade, à agressividade
e aos padrões primitivos de sobrevivência, como a fome, a sede e o sono. Foi
constatado que o hipotálamo, dentre outras funções, é a região do cérebro, fisiologicamente
falando, responsável pela sexualidade humana. O hipotálamo fica localizado
diretamente acima da hipófise e é conhecido por exercer controle sobre esta
glândula por meio de conexões neurais e substâncias semelhantes a hormônios
chamados fatores desencadeadores (ou de liberação). Esse é o meio pelo qual o
sistema nervoso controla o comportamento sexual via sistema endócrino. Assim
sendo ele é responsável pela liberação dos feromônios, substâncias químicas que,
quando captadas por indivíduos da mesma espécie, permite o reconhecimento mútuo
e sexual entre os indivíduos.
Por outro lado, a região que comanda os movimentos da
racionalidade do pensamento é a do córtex cerebral, que está imediatamente
acima do sistema límbico. O córtex cerebral, dentre outras funções, produz e
regula atividades mentais como sensação, percepção, planejamento de estratégias
de comportamento, julgamento crítico e possui conexões diretas ou indiretas com
praticamente todas as demais estruturas do SNC, inclusive o sistema límbico. As
diferentes áreas corticais apresentam conexões e funções distintas, cuja
atividade, influenciada por estruturas subcorticais, resulta nas funções
mentais e no nosso comportamento. Dentre as conexões das diferentes áreas do
SNC o sistema límbico pode, de certa forma, influenciar nas elaborações das
estratégias realizadas pelo córtex pré-frontal e, consequentemente, podemos
supor, interferir nas respostas comportamentais do individuo com relação a sua
orientação sexual.
Sob essa perspectiva queremos propor pensarmos na
possibilidade de que desejar ou não o outro, sendo ele homem ou mulher,
independeria apenas da supremacia da “vontade”, da deliberação individual ou
mesmo de um determinismo biológico e/ou ambiental, mas, principalmente, que a
identidade ou preferência sexual do individuo, e embora admitamos serem influenciadas
por essas variantes constitutivas do ser humano, é resultante de ações e
alterações nas atividades das estruturas do SNC e suas conexões.
O cérebro é o
meio por onde essas forças atuam. Acreditamos que ele não é apenas o centro de
comando das ações, mas também o “editor” dessas ações e reações comportamentais,
resultante do desenvolvimento neuropsicossocial do homem.
(...) O comportamento sexual depende, além de fatores biológicos e
ambientais, do processo de interação entre sinais neurais e químicos
provenientes de todo o corpo, integrados pelo hipotálamo, com a participação de
outras regiões do cérebro. Assim sendo, podemos supor que o prazer inerente ao
sexo depende do conjunto de regiões que compõem o chamado sistema mesolímbico,
um sistema capaz de responder a estímulos reforçadores positivos gerando um
estado motivacional complexo que nos faz buscar e repetir comportamentos para
obter mais e mais prazer, alguma vezes por vias consideradas desviantes, visto
que a busca do prazer independe do gênero, idade ou forma do objeto do desejo.
Embora a homossexualidade como "doença mental" tenha sido banida
da Classificação Internacional de Doenças (CID) outros diagnósticos, perfeitamente aplicáveis a pessoas com problemas relacionados à sexualidade, permaneceram, visto que é impossível negar a sua existência no comportamento
humano.
É o caso dos “Transtornos de identidade sexual” (F64);
“Transtorno de preferência sexual” (F65) e os “Transtornos psicológicos e de
comportamento associados ao desenvolvimento e orientação sexual” (F66 - CID
10).
Essas classificações evidenciam que a retirada da homossexualidade como "transtorno", tanto da CID como da DSM, foi apenas uma questão política, visto que
não aboliu a avaliação psicopatológica do comportamento sexual “anormal”,
apenas mudou sua roupagem.
Uma dessas roupagens
contidas na classificação de Transtornos de preferência sexual (CID-10) são as
chamadas Parafilias (DSM-IV), que podem ser descrita quando há necessidade de
se substituir a atitude sexual convencional por qualquer outro tipo de
expressão sexual, sendo este substitutivo a preferida ou única maneira da
pessoa conseguir excitar-se. Assim sendo, nas Parafilias os meios se transformam
em fins e de maneira repetitiva, configurando um padrão de conduta rígido o
qual, na maioria das vezes, acaba por se transformar numa compulsão opressiva
que impede outras alternativas sexuais.
Algumas Parafilias
incluem possibilidades de prazer com objetos, com o sofrimento e/ou humilhação
de si próprio ou do parceiro (a), com o assédio a pessoas pré-púberes ou
inadequadas à proposta sexual. Estas fantasias ou estímulos específicos, entre
outros, seriam pré-requisitos indispensáveis para a excitação e o orgasmo.
Outras roupagens,
perfeitamente aplicáveis às pessoas não satisfeitas com suas condições de gênero e inclinação sexual, e que veste bem na homossexualidade, é o que CID-10 chama de
“Orientação sexual egodistônica” (F66.1): "A
identidade ou preferência sexual não está em dúvida, mas o individuo deseja que
isso fosse diferente por causa de transtornos psicológicos e comportamentais
associados e pode procurar tratamento para alterá-la". (CID-10, 2008; p 217)
E de “Transtorno de
relacionamento sexual” (F66.2):"A
anormalidade de identidade ou preferência sexual é responsável por dificuldades
em adquirir e manter um relacionamento com um parceiro sexual ".(CID-10, 2008; p
217)
(...) Para concluir, o que parece evidente é que não se pode negar que
determinadas condutas e comportamentos sexuais trazem sofrimentos e podem gerar
ou ser indícios de sérios transtornos psiquiátricos. Não podemos “tapar o sol
com peneira” e transformar um erro em outro para justificá-lo. A própria Organização Mundial de Saúde afirma:
"Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não
somente a ausência de doença ou enfermidade" (1946). Classificar
um comportamento como “saudável” não deve depender de parâmetros ideológicos,
mas de um compromisso com a verdade.
(...) Em paralelo a toda essa discussão, com os avanços conquistados
pela neurocirurgia, neurofisiologia e pelas técnicas de diagnóstico das
neuroimagens, a neuropsicologia surge como uma ferramenta muito importante para
clarificar a enigmática relação existente entre o funcionamento cerebral, as
atividades psicológicas e sua expressão no comportamento humano. Ela parte e reforça o pressuposto de que a relação
entre individuo e o meio se faz por intermédio do sistema nervoso central, havendo
a necessidade da preservação de condições anatômicas e funcionais interdependentes.
Luria (1981) definiu a neuropsicologia como a ciência da
organização cerebral dos processos mentais humanos, cujo objetivo específico e
peculiar seria investigar o papel dos sistemas cerebrais individuais nas formas
complexas de atividade mentais. Assim sendo, acredito não ser um absurdo pensar numa proposta, através desse novo ramo da ciência, cujo agente - o neuropsicólogo - possa atuar em pesquisas e elucidação no processo de intervenções mais apropriadas, caso necessário, na dinâmica neuropsicossocial do comportamento
apresentado por indivíduos cuja orientação sexual esteja em conflito com sua
personalidade, causando-lhe sofrimento psíquico. Desta forma, a neuropsicologia
por não se restringir a uma área apenas do conhecimento humano, pode se
desfazer das imposições restritivas que delimitam os padrões formadores de uma
nova ciência.
(...) Enquanto a psicologia moderna na sua história buscou distinção dos seus
precursores intelectuais como a filosofia e a medicina, baseando seus métodos em abordagem e
técnicas que denotam um campo de estudo próprio mas essencialmente científico, a
neuropsicologia já nasce como uma ciência que avança em direção a transdisciplinaridade, convergência de
várias ciências, propiciando um conhecimento "peneirado", ou seja, com menos "impurezas", visando elucidar a
complexidade do comportamento humano sob as variantes do funcionamento do SNC (Sistema Nervoso Central) e suas conexões.
Por esse motivo, acredito ser propício à neuropsicologia, o
estudo do comportamento que se relaciona a orientação sexual e suas
consequências "biopsicossocioculturais" de forma mais própria do saber científico, se despindo das
conceituações paradigmáticas anteriores e olhando de forma apurada para o modo
mais revelador do comportamento do homem em si mesmo e com o outro na sua existência mais própria.
(...) Por fim e de forma paradoxal, não podemos esquecer que o homem não é um simples conglomerado de células vagando no mundo. Como disse Sartre: "O homem, antes de mais nada, é um projeto que se vive subjetivamente". Desta forma, não somos aquilo que queremos ou devemos ser, mas somos o projeto que estamos vivendo e este projeto é uma escolha, influenciada por vários fatores que o constitui, mas cuja responsabilidade é apenas do próprio homem.
(...) Por fim e de forma paradoxal, não podemos esquecer que o homem não é um simples conglomerado de células vagando no mundo. Como disse Sartre: "O homem, antes de mais nada, é um projeto que se vive subjetivamente". Desta forma, não somos aquilo que queremos ou devemos ser, mas somos o projeto que estamos vivendo e este projeto é uma escolha, influenciada por vários fatores que o constitui, mas cuja responsabilidade é apenas do próprio homem.
Valdemilson Liberato Pinto
Bibliografia:
FUENTES, D., et al. Neuropsicologia: teoria e prática. Ed. Artmed. São Paulo. 2008.
FUENTES, D., et al. Neuropsicologia: teoria e prática. Ed. Artmed. São Paulo. 2008.
HOUZEL, S., Revista Viver Mente e Cérebro – artigo de 20/10/2006.
Disponível em:
http://www.redepsi.com.br/portal/modules/news/article.php?storyid=3247. Acesso
em: 09/04/2012.
LAURA, S., ROGER, A., Sexual orientation and the size
of the anterior commissure in the human brain. University of California,
Neurobiology. Rev.Proc. Nati. Acad. Sci. USA. v. 89, pp. 7199-7202, agos. 1992.
LOURO, G. O corpo educado: pedagogias da sexualidades. Belo Horizonte:
Ed. Waldênia Alvarenga Santos Ataide. 2ª Edição, 2000.
LURIA, A.R., Fundamentos de Neuropsicologia. São Paulo: EDUSP; 1981.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE (1993). Classificação de transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10. Artes Médicas, Porto Alegre.
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PET and MRI show differences in cerebral asymmetry and functional connectivity
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
A EXISTÊNCIA INAUTÊNTICA
Bulltmann e a experiência da existência inautêntica
Rudolf Karl Bultmann, nasceu em 20 de agosto de 1884 na cidade de Oldenburg, Alemanha. Iniciou seus estudos teológicos em 1903 na Universidade de Tübingen, passando no ano seguinte para a Universidade de Berlim e dois anos depois para a de Marburg, onde manteve estreita relação com Martin Heidegger. Ele foi um dos expoentes da teologia do século XX, fortemente influenciado pelo pensamento de Heidegger, especialmente da obra Ser e tempo. Sua teologia representa o esforço para tornar a pessoa de Jesus relevante e contextualizada aos contemporâneos, chamados por ele de “homem moderno”.
Bultmann encontra na ontologia de Heidegger consistente referencial teórico para o desenvolvimento de seu projeto teológico.
Uma de suas obras mais significativas, “História da Tradição Sinótica”, foi publicada em 1921. Contudo foi só em 1941, ao publicar o “Novo Testamento e Mitologia” que ele obteve repercussão mundial através do que se chamou de programa de desmitologização do Novo Testamento.
Acometido por várias doenças na sua velhice, após perder a visão, veio a falecer em 30 de julho de 1976.
Bultmann, na sua obra “Novo Testamento e Mitologia” empenha-se em demonstrar as semelhanças entre existencialismo e cristianismo. Para ele, o existencialismo é a versão secularizada do Novo Testamento.
Mondin (2003) relata que Bultmann acreditava que o existencialismo tornara-se um instrumento benéfico para a interpretação da Bíblia, alegando que:
"O existencialismo presta-se admiravelmente à interpretação da Escritura, não só por sua pré-compreensão da existência humana em geral, mas também por sua concepção do homem em suas características específicas". (2003, p. 194)
E conclui dizendo:
"partindo dessa concepção do homem, o kerygma cristão é plenamente inteligível. Numa palavra, o esquema do kerygma enquadra-se perfeitamente com o esquema do existencialismo. Também fala de homem velho e de homem novo, de queda e redenção, de possibilidades e decisões. Por essa razão, deve-se considerar o existencialismo a filosofia “justa”, que “oferece as representações apropriadas para a interpretação da Bíblia”. (Id., p.194-195)
Assim sendo, na sua interpretação, o conceito neo-testamentário que melhor descreve a existência humana é “soma”, a qual não deve ser entendida como substância, mas como forma de habitar o mundo. Assim, o ser humano pode ser chamado soma quando, tendo uma relação consigo mesmo, está apto para distinguir-se de si mesmo.
Ele se apropria do conceito heideggeriano de existência inautêntica, reinterpreta este conceito e o caracteriza como não abertura ao futuro. Ou seja, o estado em que o ser humano se afasta da possibilidade determinada por Deus, como se fosse apenas atualidade. Em poucas palavras, é o ser humano sem fé.
Bultmann, ao definir o conceito de angústia e existência inautêntica, afirma que, inautêntica é a existência em pecado que leva o ser a morte. Enquanto que a angústia tem o papel de revelar ao dasein que ele além de não estar em casa, não é senhor de sua existência. Assim sendo a existência inautêntica consiste em o ser humano procurar se encontrar no mundo e não em Deus. Com isso, a experiência da existência inautêntica não é algo sobre o qual se possa falar, mas vivê-la. Ao se ver como parte do mundo o dasein perde sua vida. Com isso, a existência inautêntica, então, passa a ser a existência que não leva em consideração o Criador, voltando-se para a criatura, para o mundo.
Enquanto o conceito de cura em Heidegger marca a estrutura do dasein, para Bultmann o conceito de pecado não consiste apenas em atos isolados, em um tipo de suplemento ao ser humano, mas é o seu caráter essencial
GRAÇA E PAZ
Valdemilson Liberato.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Algumas considerações sobre Kierkegaard
Sören Aabye Kierkegaard, considerado como o pai do existencialismo, nasceu a 5 de maio de 1813 em Copenhague. Apesar das tendências anti-sociais que demonstrava devido à criação tenebrosa, marcada pela severidade religiosa que o seu pai o submetera, formou-se em 1840 no curso de Teologia, na Universidade de Copenhague. Entre seus primeiros escritos mais famosos, estão "Temor e Tremor", "A Repetição". Sua obra mais importante foi Enten-Eller (Ou Isto ou Aquilo) dedicada a sua ex-noiva Regina.
A teologia de Kierkegaard arremeteu-se contra todas as instituições sistemáticas de pensamento e contra todos os sistemas de pensamento. Acreditava que o homem, perdido no discurso do progresso mecânico se encontra desesperado. Sua única esperança encontra-se na compreensão da própria existência, que é a única realidade finita. Contudo essa compreensão só se dá pela fé.
Em outubro de 1855, Kierkegaard sofreu uma queda na rua e foi hospitalizado, com paralisia nas pernas. Recusou-se a receber assistência religiosa e faleceu quarenta dias depois.
Kierkegaard nos lembra que nossa maior dificuldade não está por termos um “Eu” e não ficarmos leais a ele, mas que freqüentemente nós nem ao menos achamos em nós mesmos um “Eu” autêntico que mereça tal lealdade. Podemos perder o “Eu” e voltar-nos para atividades exteriores como uma camuflagem de nosso vazio interior.
Em suas reflexões pautadas na dialética, acredita que o homem, escolhe sua própria forma de existir e sendo assim vai distinguir três modos fundamentais de viver do homem no mundo no caminhar ao transcendente, a qual denominou de "Stadium". São estes: o estético, o ético e o religioso:
Em suas reflexões pautadas na dialética, acredita que o homem, escolhe sua própria forma de existir e sendo assim vai distinguir três modos fundamentais de viver do homem no mundo no caminhar ao transcendente, a qual denominou de "Stadium". São estes: o estético, o ético e o religioso:
- Modo de vida estético. O esteticista vive no instante e não conhece outro fim da vida senão gozar o instante que passa. Infiel, quer sempre provar novidades, foge permanentemente ao tédio, recusa engajar-se, são os Don Juans ou o intelectual cético e diletante. O tipo de vida estético não proporciona realização àquele que lhe dedica a vida. Kierkegaard percebeu que neste estágio de vida os objetivos não são claros e se perdem por não haver satisfação.
- Modo de vida moral ou ético. No modo de vida moral ou ético o homem encarna as regras universais do dever. Trabalhador consciencioso, marido e pai devotado, leva tudo a sério, é pouco flexível, prisioneiro de idéias acabadas, e se crê cidadão exemplar. Este modo de vida é marcado essencialmente, por uma vida coerente governada por normas morais.
- Modo religioso. No modo de vida religioso o homem não está submetido a regras gerais, mas é um indivíduo diante de Deus. Sua relação com Deus não se traduz em conceitos e regras gerais, mas em inspiração fora do universo da razão humana.
Kierkegaard entendia que os estágios estéticos e éticos não podiam existir sem o estágio religioso. Em outras palavras, o religioso estava presente tanto no estético quanto no ético. Deste modo, o religioso – o crente (o verdadeiro cristão) e não o crédulo (a cristandade) - é um estágio conseqüente, pois é a partir da desordem dos estágios inferiores que se tem a possibilidade de encontrar a realidade superior da vida religiosa. Contudo, requer-se por ela uma decisão. Esta é a decisão que o Ser em busca de si precisa compreender para encontrar-se.
Ele afirmava que o homem vive na ilusão de ser o que de fato não é. Com isso, distanciado do que é, angustia-se, torna-se queixoso da falta de liberdade, como que cativo na plena liberdade de ser e sem o conhecimento de si mesmo na liberdade de ser, desespera-se. Assim sendo podemos compreender que quem desespera quer, no seu desespero ser ele mesmo.
Este homem ao ser no mundo, perde-se em sua existência puramente exterior e esquece do Ser em si mesmo. Ao escolher por não ser, torna-se outro no mundo. Assim sendo, inautêntico, procura ser feliz através da ilusão da temporalidade. Busca nas coisas momentâneas o motivo de sua existência. Contudo, mesmo quando imerso na inconsciência do que lhe é mais próprio, sente que algo lhe falta. Um sentimento de vazio o incomoda, como se a insatisfação do não ter o condenasse a uma maldição eterna da busca do ter para ser. E assim, por mais que conquiste os seus “sonhos”, sempre restará a impressão em sua alma da incompletude.
Para Kierkegaard estar inconsciente ou não aceitar que se tem um Eu, ou seja, o ser um Ser espiritual, ou até mesmo na incapacidade de querer ser, é não compreender quem se é de fato. Pois, para ele, o homem é uma síntese de finito e infinito. De sua relação consigo mesma e com Deus. E é exatamente da discordância interna dessa síntese consigo própria e em relação a Deus, que surge o “desespero humano”.(2003, p.34)
Para o apóstolo Paulo (I Co.15,45) como para a tradição bíblica a psyché (alma) é o princípio vital que anima o corpo humano, ou seja, a vida natural. Criada pela junção do espírito (pneuma) ao corpo (soma), formando assim o “Eu” – (zoé), o “eu do homem para Deus”, o eu infinito, o Kierkegaard chama de “eu teológico” (Id., p.75) que em sua origem, passa a ser a sede da vida moral e dos sentimentos. Contudo, como resultado da desobediência à Deus, afastado do que lhe e mais próprio, tornou-se o “eu” derivado do pecado: o “eu humano” (psyché), sede de todas as paixões humanas e sucumbido aos anseios do mundo.
No princípio, pela doutrina do pecado original, Paulo, baseado nas Escrituras, descreve que o pecado passou a habitar o homem, e assim, a morte, conseqüência do pecado, entrou no mundo a partir da falta de Adão. O pecado separou o homem de Deus. Esta separação é a morte espiritual da qual a morte física é apenas um sinal. Nasce assim o “eu-para-morte”. A psyché, desta maneira, torna-se a sede do eu perdido, o eu inautêntico, o eu do ser-para-a-morte. E é, paradoxalmente, a partir do confronto com a morte que o ser, abre-se à possibilidade para o existir autêntico. É exatamente pela possibilidade do não-ser que a morte nos abre, revelando nossa finitude, que descobrimos as possibilidades do ser.
GRAÇA E PAZ.
Valdemilson Liberato
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
PROCURAM-SE PASTORES EVANGÉLICOS
PROCURAM-SE PASTORES EVANGÉLICOS
“Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo, abandona as ovelhas e foge; então, o lobo as arrebata e dispersa. (João 10:11-12).
Empresa Evangélica S.A. com sede no Rio de Janeiro e com filiais em todo o Brasil, necessita com urgência, para contratação imediata, de Pastores Evangélicos com Especialidade em “Apascentar Rebanhos”.
Para esse cargo é preciso que os candidatos sejam homens de oração, conheçam bem a Bíblia, sejam fieis a Palavra e que verdadeiramente se importe com cada ovelha, cuidando com todo zelo e amor a ponto de se empenhar com afinco para que nenhuma se extravie do rebanho que lhes forem confiadas.
É necessário que sejam irrepreensíveis; não cobiçosos de sórdida ganância, conservando o mistério da fé com consciência limpa; temperantes, sóbrios, modestos, hospitaleiros, aptos para ensinar; não dados a bebida alcoólica; não violentos, porém cordatos, inimigos de contendas, não avarentos; esposo de uma só mulher e que governem bem a própria casa, criando os filhos sobre disciplina, com todo o respeito; não sejam neófitos e que possuam, também, referências externa de vida santa em Cristo.
A Empresa oferece excelente salário, compatíveis com o mercado cristão, plano de saúde vitalício estendido a toda sua família e um extraordinário plano de carreira.
Obs.: Não aceitamos para este cargo palestrantes religiosos, nem animadores de púlpitos.
É fundamental que todos os candidatos ao cargo oferecido entendam bem o contexto bíblico de Ezequiel 34:
“E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor DEUS: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas?
Comeis a gordura, e vos vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas.
As fracas não fortalecestes, e a doente não curastes, e a quebrada não ligastes, e a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza.
Assim se espalharam, por não haver pastor, e tornaram-se pasto para todas as feras do campo, porquanto se espalharam.
As minhas ovelhas andaram desgarradas por todos os montes, e por todo o alto outeiro; sim, as minhas ovelhas andaram espalhadas por toda a face da terra, sem haver quem perguntasse por elas, nem quem as buscasse.
Portanto, ó pastores, ouvi a palavra do SENHOR:
Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que, porquanto as minhas ovelhas foram entregues à rapina, e as minhas ovelhas vieram a servir de pasto a todas as feras do campo, por falta de pastor, e os meus pastores não procuraram as minhas ovelhas; e os pastores apascentaram a si mesmos, e não apascentaram as minhas ovelhas;
Portanto, ó pastores, ouvi a palavra do SENHOR:
Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu estou contra os pastores; das suas mãos demandarei as minhas ovelhas, e eles deixarão de apascentar as ovelhas; os pastores não se apascentarão mais a si mesmos; e livrarei as minhas ovelhas da sua boca, e não lhes servirão mais de pasto”. (Ez.34:1-10)
Valdemilson Liberato
quinta-feira, 21 de julho de 2011
O Caso Justino - A Inquisição pós-moderna no Rio de Janeiro
O Caso Rozângela Justino refere-se ao processo de censura pública aplicado pelo Conselho Federal de Psicologia do Brasil (CFP) à psicóloga brasileira Rozângela Alves Justino por oferecer tratamento a pacientes que quisessem deixar a homossexualidade.O CFP confirmou a censura pública anterior imposta pelo Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro, afirmando que a conduta da psicóloga contraria a determinação da Organização Mundial da Saúde de 17 de maio de 1990 e a Resolução CFP n. 001/99, de 22 de março de 1999, do CFP, que diz que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão” e que, pois, “os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades”.
Apesar disso Rozângela, que afirma ter “atendido e curado centenas” de pacientes gays em 21 anos, diz ver a homossexualidade como “doença” e que algumas pessoas têm atração pelo mesmo sexo “porque foram abusadas na infância e na adolescência e sentiram prazer nisso”.
A cassação de Rozângela, que atende no centro do Rio, foi pedida por associações gays e endossado por 71 psicólogos de diferentes conselhos regionais.
Segundo Rozângela, que já foi condenada a censura pública no conselho regional do Rio no final de 2007, “o movimento pró-homossexualismo tem feito alianças com conselhos de psicologia e quer implantar a ditadura gay no pais” É por isso que o conselho de psicologia, numa aliança, porque tem muito gay dentro do conselho de psicologia, criou uma resolução para perseguir profissionais”
Segundo Rozângela, que já foi condenada a censura pública no conselho regional do Rio no final de 2007, “o movimento pró-homossexualismo tem feito alianças com conselhos de psicologia e quer implantar a ditadura gay no pais” É por isso que o conselho de psicologia, numa aliança, porque tem muito gay dentro do conselho de psicologia, criou uma resolução para perseguir profissionais”
“É a Inquisição para héteros”, diz o terapeuta
Veja abaixo trechos de uma entrevista feita com a psicóloga em 2009:
Veja abaixo trechos de uma entrevista feita com a psicóloga em 2009:
FOLHA - Como a sra. vê o homossexualismo?
ROZÂNGELA ALVES JUSTINO - É uma doença. E uma doença que estão querendo implantar em toda sociedade. Há um grupo com finalidades políticas e econômicas que quer estabelecer a liberação sexual, inclusive o abuso sexual contra criança. Esse é o movimento que me persegue e que tem feito alianças com conselhos de psicologia para implantar a ditadura gay.
FOLHA - O que é ditadura gay?
ROZÂNGELA - Há vários projetos no Congresso para cercear o direito de expressão, de pensamento e científico. Eles foram queimados na Santa Inquisição e agora querem criar a Santa Inquisição para heterossexuais.
FOLHA - A que a sra. atribui o comportamento gay?
ROZÂNGELA - À expectativa dos pais, que querem que o filho nasça menino ou menina. Projetam na criança todos os anseios. E daí começam a conduzir a sua criação como se você fosse uma menina. Outra causa mais grave é o abuso sexual na infância e na adolescência. Normalmente o autor do abuso o comete com carinho. Então a criança pode experimentar prazer e acabar se fixando.
FOLHA -Mas nem todos os homossexuais foram abusados na infância.
ROSZÂNGELA - A maioria foi.
FOLHA - Como é o seu tratamento?
ROZÂNGELA - É um tratamento normal, psicoterápico. Todas as linhas psicológicas consagradas e vários teóricos declaram que a homossexualidade é um transtorno. A psicanálise a considera como uma perversão a ser tratada. À medida que a pessoa vai se submetendo às técnicas psicoterápicas, vai compreendendo porque ficou presa àquele tipo de comportamento e vai conseguindo sair. Não há nada de tão misterioso e original na minha prática. Sou uma profissional comum.
ROZÂNGELA ALVES JUSTINO - É uma doença. E uma doença que estão querendo implantar em toda sociedade. Há um grupo com finalidades políticas e econômicas que quer estabelecer a liberação sexual, inclusive o abuso sexual contra criança. Esse é o movimento que me persegue e que tem feito alianças com conselhos de psicologia para implantar a ditadura gay.
FOLHA - O que é ditadura gay?
ROZÂNGELA - Há vários projetos no Congresso para cercear o direito de expressão, de pensamento e científico. Eles foram queimados na Santa Inquisição e agora querem criar a Santa Inquisição para heterossexuais.
FOLHA - A que a sra. atribui o comportamento gay?
ROZÂNGELA - À expectativa dos pais, que querem que o filho nasça menino ou menina. Projetam na criança todos os anseios. E daí começam a conduzir a sua criação como se você fosse uma menina. Outra causa mais grave é o abuso sexual na infância e na adolescência. Normalmente o autor do abuso o comete com carinho. Então a criança pode experimentar prazer e acabar se fixando.
FOLHA -Mas nem todos os homossexuais foram abusados na infância.
ROSZÂNGELA - A maioria foi.
FOLHA - Como é o seu tratamento?
ROZÂNGELA - É um tratamento normal, psicoterápico. Todas as linhas psicológicas consagradas e vários teóricos declaram que a homossexualidade é um transtorno. A psicanálise a considera como uma perversão a ser tratada. À medida que a pessoa vai se submetendo às técnicas psicoterápicas, vai compreendendo porque ficou presa àquele tipo de comportamento e vai conseguindo sair. Não há nada de tão misterioso e original na minha prática. Sou uma profissional comum.
Em novembro de 2009, Rozângela comunicou publicamente que, devido às pressões sofridas, inclusive ameaças de morte, e em acato à decisão do CFP, não mais ofereceria terapia para pessoas que desejam deixar o comportamento homossexual
domingo, 19 de junho de 2011
A LIBERDADE SEM LEI
Vivemos uma época em que todos proclamam o direito a igualdade e liberdade. A angústia, a insatisfação, o hedonismo e a depressão, sintomas que permeiam o cotidiano do homem contemporâneo, tem como provável diagnóstico a falta desses dois direitos - igualdade e liberdade. Surge assim, por detrás dessa bela "bandeira", um movimento espúrio e perverso. Esse movimento que proclama o direito de igualdade e liberdade, tenta convencer a todos nós que o responsavel por esses males são os princípios morais e religiosos que balizam o comportamento dos indivíduos e assim, tentam impor mudanças perversas nas leis, costumes e valores sociais estabelecidos, com o intuito de satisfazerem os seus mais vis desejos.
Tentam-se impor à maioria práticas comportamentais de uma minoria, veladas por uma aparência de igualdade. Assim sendo, para alcançar a tão sonhada liberdade, não se deverá medir esforços nem meios para este fim. Nas palavras de Dostoievsky: “Se Deus está morto tudo é permitido”. Contudo o que podemos observar é que ao mesmo tempo em que se intensifica o sentimento de liberdade, cresce a insegurança quanto ao que fazer e a capacidade de decidir, de modo adequado, no exercício dessa liberdade.
Tentam-se impor à maioria práticas comportamentais de uma minoria, veladas por uma aparência de igualdade. Assim sendo, para alcançar a tão sonhada liberdade, não se deverá medir esforços nem meios para este fim. Nas palavras de Dostoievsky: “Se Deus está morto tudo é permitido”. Contudo o que podemos observar é que ao mesmo tempo em que se intensifica o sentimento de liberdade, cresce a insegurança quanto ao que fazer e a capacidade de decidir, de modo adequado, no exercício dessa liberdade.
A permissividade total é tão ameaçadora quanto à limitação da liberdade. Torna-se, então, de suma importância para se alcançar esta tão almejada liberdade sem Lei, a difícil tarefa de buscar o equilíbrio preciso entre estes dois imprescindíveis valores: a liberdade e a segurança.
Como qualquer exagero, a liberdade sem limite pode ser interpretada como um decréscimo da segurança e vice-versa. O homem atual vive uma ambigüidade paradoxal em que, ao mesmo tempo em que busca segurança, é impelido constantemente aos riscos e perigos de se reinventar para se manter livre. Esta é uma existência onde se torna necessário expor-se à insegurança de uma sucessão de reinícios para continuar buscando uma identidade que seja normativa, como comprovação do exercício da liberdade e igualdade.
Na tentativa de administrar o caos da liberdade sem limites, por exemplo, a concepção da instituição do casamento perde o seu sentido mais próprio de ser – a união legal e permanente entre um homem e uma mulher pautada no amor, respeito e fidelidade. Pela alegação da igualdade e da liberdade de direitos, independente de gênero, normas, lei ou estatutos, surgem modos bizarros, promiscuos e inconseqüentes de relacionamento conjugal.
Nesta vida de liberdade iníqua, tem-se urgência em ser feliz e assim o amor é substituído pela paixão. Os papéis institucionais definidos rompem-se deixando fluídas as fronteiras entre homem, mulher e crianças. Surge a família “igualitária”. A relação conjugal torna-se mais instável na busca dessa “igualdade separatista” do gênero, baseada na individualidade. Essas uniões passam então a se sustentar, quase que totalmente, pelas satisfações sexuais e emocionais que, por sua vez, se tornam insustentáveis.
Padrões de relações afetivo-sexuais, antes vistos como desvios comportamentais, passam a ser estabelecidos, normatizados e justificados pelo argumento de "quebra de pré-conceitos", tornando-se apenas uma saudável variante do relacionamento humano e que deverão ser aceitos por todos, sob pena da lei.
O casamento passa a ser visto apenas como um simples contrato entre pessoas e não mais como uma aliança entre um homem e uma mulher diante de Deus e dos homens. Como conseqüência há um espantoso aumento do número de divórcios em todo o mundo. A instituição família entra em colapso. Tentam-se criar novos modelos de "família": desde o reconhecimento das uniões heterossexuais sem compromisso, mas que perduram por certo tempo, chamadas de "estáveis", até mesmo, segundo a ética bíblica, nas abominações das uniões homossexuais. Cria-se, assim, a ilusão de uma sociedade igualitária formada pelo somatório dos indivíduos imorais e sem lei.
O Apóstolo Paulo descreve esse exercício da liberdade como impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça:
Como qualquer exagero, a liberdade sem limite pode ser interpretada como um decréscimo da segurança e vice-versa. O homem atual vive uma ambigüidade paradoxal em que, ao mesmo tempo em que busca segurança, é impelido constantemente aos riscos e perigos de se reinventar para se manter livre. Esta é uma existência onde se torna necessário expor-se à insegurança de uma sucessão de reinícios para continuar buscando uma identidade que seja normativa, como comprovação do exercício da liberdade e igualdade.
Na tentativa de administrar o caos da liberdade sem limites, por exemplo, a concepção da instituição do casamento perde o seu sentido mais próprio de ser – a união legal e permanente entre um homem e uma mulher pautada no amor, respeito e fidelidade. Pela alegação da igualdade e da liberdade de direitos, independente de gênero, normas, lei ou estatutos, surgem modos bizarros, promiscuos e inconseqüentes de relacionamento conjugal.
Nesta vida de liberdade iníqua, tem-se urgência em ser feliz e assim o amor é substituído pela paixão. Os papéis institucionais definidos rompem-se deixando fluídas as fronteiras entre homem, mulher e crianças. Surge a família “igualitária”. A relação conjugal torna-se mais instável na busca dessa “igualdade separatista” do gênero, baseada na individualidade. Essas uniões passam então a se sustentar, quase que totalmente, pelas satisfações sexuais e emocionais que, por sua vez, se tornam insustentáveis.
Padrões de relações afetivo-sexuais, antes vistos como desvios comportamentais, passam a ser estabelecidos, normatizados e justificados pelo argumento de "quebra de pré-conceitos", tornando-se apenas uma saudável variante do relacionamento humano e que deverão ser aceitos por todos, sob pena da lei.
O casamento passa a ser visto apenas como um simples contrato entre pessoas e não mais como uma aliança entre um homem e uma mulher diante de Deus e dos homens. Como conseqüência há um espantoso aumento do número de divórcios em todo o mundo. A instituição família entra em colapso. Tentam-se criar novos modelos de "família": desde o reconhecimento das uniões heterossexuais sem compromisso, mas que perduram por certo tempo, chamadas de "estáveis", até mesmo, segundo a ética bíblica, nas abominações das uniões homossexuais. Cria-se, assim, a ilusão de uma sociedade igualitária formada pelo somatório dos indivíduos imorais e sem lei.
O Apóstolo Paulo descreve esse exercício da liberdade como impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça:
"Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contra à natureza; semelhante, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro. E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, cheios de toda injustiça, malícia, avareza, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, dosobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passiveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem."(Rm.1:28-32)
Valdemilson Liberato
terça-feira, 3 de maio de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
QUE PÁSCOA ESTAMOS COMEMORANDO?
Embora a festa cristã da Páscoa tenha origem judaica, o seu significado tornou-se diferente de sua origem. Enquanto para o Judaísmo, Pessach representa a libertação do povo de Israel no Egito, no Cristianismo alem da Páscoa representar a libertação de todos os que estavam separados de Deus pelo pecado, restaurados pela morte e ressurreição de Cristo, vai também assimilar, em sua comemoração, elementos pagãos através da alegoria de "morte-vida" , representados pela transição do inverno-primavera onde, Eostre, uma deusa germânica relacionada com a primavera, era homenageada todos os anos, no mês de Eostremonat.
Segundo o Livro do Êxodo, Deus mandou 10 pragas sobre o Egito. Na última delas, todos os primogênitos egípcios seriam exterminados, mas os de Israel seriam poupados. Para isso, o povo de Israel deveria imolar um cordeiro, passar o sangue do cordeiro imolado sobre as portas de suas casas, e o anjo passaria por elas sem ferir seus primogênitos. Todos os demais primogênitos do Egito foram mortos, do filho do Faraó aos filhos dos prisioneiros. Isso causou intenso clamor dentre o povo egípcio, que culminou com a decisão do Faraó de libertar o povo de Israel, dando início ao Êxodo de Israel para a Terra Prometida.
A Bíblia institui a celebração do Pessach em Êxodo 12, 14: "Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o como uma festa em honra de Adonai: Fareis isto de geração em geração, pois é uma instituição perpétua" .
Contudo, em grande parte dos países cristãos, é costume na Páscoa a troca de ovos e coelhinhos de chocolate. No entanto, esse tipo de comemoração não é citado na Bíblia. Então de onde vem esse costume? Basta um pouco de curiosidade para descobrir que este costume é uma alusão a antigos rituais pagãos a deusa da fertilidade Ishtar ou Astarte. Na primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados. A lebre (e não o coelho) era seu símbolo. Suas sacerdotisas eram ditas capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre sacrificada. A lebre da deusa Eostre pode ser vista na Lua cheia e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade. De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações cristãs. Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março. Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora” (ou o planeta Vênus). É uma deusa anglo-saxã, teutônica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento. Ela deu nome ao Shabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara.
Eostre era a "grande deusa mãe" saxônica da Alvorada, da Luz Crescente da Primavera e o Renascimento da Vegetação. Era conhecida pelos nomes: Ostare, Ostara, Ostern, Eostra, Eostur, Austron e Aysos. Esta Deusa estava também associada a lebres, coelhos e ovos.
Segundo a Lenda, Eostre encontrou um pássaro ferido na neve. Para ajudar o animalzinho transformou-o em uma lebre, mas a transformação não processou-se completamente e o coelho permaneceu com a habilidade de colocar ovos. Como agradecimento por ter salvo sua vida, a lebre decorou os ovos e levou-os como presente para a Deusa Eostre. A Deusa maravilhou-se com a criatividade do presente e, quis então, compartilhar sua alegria com todas as crianças do mundo. Criou-se assim, a tradição de se ofertar ovos decorados na Páscoa, costume vigente em nossos dias atuais.
Os ovos são símbolos de fertilidade e vida. Uma tradição antiga dizia que se deveria pintar os ovos com símbolos equivalentes aos nossos desejos. Mas, sempre um dos ovos deveria ser enterrado, como presente para a Mãe Terra.
Por fim, depois de tudo o que foi dito acima, acredito que podemos ao menos perguntar: que Páscoa é essa que estamos participando e ensinando aos nossos filhos a comemorar? Por que não há o interesse, na maioria das Igrejas Cristãs, de esclarecer aos seus membros, a origem pagã desses costumes que nada tem a ver com o verdadeiro sentido da Páscoa e com a pessoa do nosso Senhor Yeshua (Jesus)?
Como disse o profeta Oséias:
“O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos”. (Oséias 4. 6)
Como disse o profeta Oséias:
“O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos”. (Oséias 4. 6)
terça-feira, 22 de março de 2011
Vivendo com a Esquizofrenia
A esquizofrenia não pode ser encarada como uma desgraça: tem que ser vista como uma barreira natural para nossos planos e desejos pessoais. Quando alguém na família adquire esquizofrenia é necessário que toda a família mude, se adapte para continuar sendo feliz apesar da dor. Os artigos científicos não publicam, mas o ser humano é capaz de ser feliz apesar da doença.
A esquizofrenia pode desenvolver-se gradualmente, tão lentamente que nem o paciente nem as pessoas próximas percebem que algo vai errado: só quando comportamentos abertamente desviantes se manifestam. O período entre a normalidade e a doença deflagrada pode levar meses.
Por outro lado há pacientes que desenvolvem esquizofrenia rapidamente, em questão de poucas semanas ou mesmo de dias. A pessoa muda seu comportamento e entra no mundo esquizofrênico, o que geralmente alarma e assusta muito os parentes.
Não há uma regra fixa quanto ao modo de início: tanto pode começar repentinamente e eclodir numa crise exuberante, como começar lentamente sem apresentar mudanças extraordinárias, e somente depois de anos surgir uma crise característica.
Geralmente a esquizofrenia começa durante a adolescência ou quando adulto jovem. Os sintomas aparecem gradualmente ao longo de meses e a família e os amigos que mantêm contato freqüente podem não notar nada. É mais comum que uma pessoa com contato espaçado por meses perceba melhor a esquizofrenia desenvolvendo-se. Geralmente os primeiros sintomas são a dificuldade de concentração, prejudicando o rendimento nos estudos; estados de tensão de origem desconhecida mesmo pela própria pessoa e insônia e desinteresse pelas atividades sociais com conseqüente isolamento. A partir de certo momento, mesmo antes da esquizofrenia ter deflagrado, as pessoas próximas se dão conta de que algo errado está acontecendo. Nos dias de hoje os pais pensarão que se trata de drogas, os amigos podem achar que são dúvidas quanto à sexualidade, outros julgarão ser dúvidas existenciais próprias da idade. Psicoterapia contra a vontade do próprio será indicada e muitas vezes realizada sem nenhum melhora para o paciente. A permanência da dificuldade de concentração levará à interrupção dos estudos e perda do trabalho. Aqueles que não sabem o que está acontecendo, começam a cobrar e até hostilizar o paciente que por sua vez não entende o que está se passando, sofrendo pela doença incipiente e pelas injustiças impostas pela família. É comum nessas fases o desleixo com a aparência ou mudanças no visual em relação ao modo de ser, como a realização de tatuagens, piercing, cortes de cabelo, indumentárias estranhas e descuido com a higiene pessoal. Desde o surgimento dos hippies e dos punks essas formas estranhas de se apresentar, deixaram de ser tão estranhas, passando mesmo a se confundirem com elas. O que contribui ainda mais para o falso julgamento de que o filho é apenas um "rebelde" ou um "desviante social".
Muitas vezes não há uma fronteira clara entre a fase inicial com comportamento anormal e a esquizofrenia propriamente dita. A família pode considerar o comportamento como tendo passado dos limites, mas os mecanismos de defesa dos pais os impede muitas vezes de verem que o que está acontecendo; não é culpa ou escolha do filho, é uma doença mental, fato muito mais grave.
A fase inicial pode durar meses enquanto a família espera por uma recuperação do comportamento. Enquanto o tempo passa os sintomas se aprofundam, o paciente apresenta uma conversa estranha, irreal, passa a ter experiências diferentes e não usuais o que leva as pessoas próximas a julgarem ainda mais que o paciente está fazendo uso de drogas ilícitas. É possível que o paciente já esteja tendo sintomas psicóticos durante algum tempo antes de ser levado a um médico.
Quando um fato grave acontece não há mais meios de se negar que algo muito errado está acontecendo, seja por uma atitude fisicamente agressiva, seja por tentativa de suicídio, seja por manifestar seus sintomas claramente ao afirmar que é Jesus Cristo ou que está recebendo mensagens do além e falando com os mortos. Nesse ponto a psicose está clara, o diagnóstico de psicose é inevitável. Nessa fase os pais deixam de sentir raiva do filho e passam a se culpar, achando que se tivessem agido antes ou se tivessem feito algo no passado diferente, nada disso estaria acontecendo, o que não é verdade.
(PSICOSITE)
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
BIG BROTHER BRASIL
BIG BROTHER BRASIL
Texto de Luiz Fernando Veríssimo
Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Luiz Fernando Veríssimo
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
O DESEJO DO "PARA-SI" CONTEMPORÂNEO
O DESEJO DO "PARA-SI" CONTEMPORÂNEO
Valdemilson Liberato
O homem na atualidade apresenta-se por um projeto de ser que, na sua aparência, parece anunciar, pelos sintomas de um tempo em que não se encontra sentido e não se apresentam contornos, um modo de viver irresponsável no trato com o outro, com o mundo e consigo mesmo.
Nesta época que se apresenta na historicidade do homem como pós-moderna, os grandes esquemas explicativos caíram em descrédito e não há mais “garantias”, nem mesmo a “ciência” pode ser considerada a fonte da verdade. Esta é a época onde a distinção entre sujeito e objeto cedeu, na maior parte do mundo, ao de consumidor e objeto de consumo. O homem pós-moderno exacerbou-se na insatisfação de ser "Para-si" e busca desesperadamente, no ter, o que lhe falta – o "Em-si".
O homem contemporâneo parece estar se distanciando demasiadamente de si pela impessoalidade, paradoxalmente, a medida que o mundo à sua volta o reflete, em seus apelos pela posse, ou seja, no desejo de ter para poder ser. Assim, o existir do "Para-si", na contemporaneidade, se aprofunda na impossibilidade de se apartar das viscosidades do querer ser pelo possuir, ou seja, “ser o fim próprio da existência do objeto. Sartre afirma que o homem nada mais é do que o seu projeto, e sendo assim, nesta época, ter, mais do que nunca, se mostra como “essência” para ser.
Sartre salienta que, não importando a época, o projeto original do "Para-si" é sempre ser "Em-si". Como liberdade, condição inicial de sua ação para o modo de fazer-se, não se pode ser simplesmente, lhe cabe essa obrigação. O "Para-si", com efeito, é consciência, mas também e mais profundamente, liberdade. A liberdade presume possibilidades, e a possibilidade é o elemento gerador da ação do homem em liberdade. Por ser um contingente da existência humana a liberdade implica na impossibilidade da não escolha. Essas possibilidades que exigem escolhas (até mesmo a de não escolher), proporcionam o surgimento da angústia, seja porque estão escassas, ou, no outro extremo, porque existe um número muito grande de opções, ou ainda, por simplesmente existir escolhas, já que existir é escolher. Assim sendo, um colapso pode ocorrer tanto por muitas, quanto por poucas possibilidades abertas ao homem. Por isso, torna-se um verdadeiro problema de vida descobrir quais são as ações que se devem tomar, diante do temor da responsabilidade e pelas conseqüências destas ações.
Na incerteza de suas escolhas, o homem, na construção de sua história, nunca esteve totalmente passivo diante das possibilidades que o mundo lhe apresenta. Contudo, na liberdade do ser, o ser-no-mundo, e assim, co-participante no que lhe traz possibilidades, buscou criar na “fantasia de ser”, as suas próprias possibilidades para, de certa forma, manter sob controle a angústia de ser liberdade. Uma dessas escolhas é, exatamente, não ser o que se é. É no cotidiano, imerso nas preocupações do dia-a-dia, que podemos nos negar a liberdade pela "má-fé".
Existir é ser no mundo. E é na construção dialética desse mundo que o "Para-si" se esforça para realizar a impossibilidade de ser "Para-si-Em-si". Assim, podemos ver, no decurso do tempo, as variações particulares do modo de existir relacionadas às possibilidades que cada tempo disponibilizou, e as escolhas existenciais feitas.
De certo modo, a existência na Antiguidade pode ser caracterizada como a época da poesia; A Idade Média como sendo a época da credulidade; A Modernidade, como a época do conhecimento e do desejo de liberdade preconizada pela rebeldia e rejeição contra quase tudo o que se acreditava, e de todos os valores constituído. Por fim surge a existência de hoje, a Pós-modernidade, que segundo Zajdsznajder (1992):
"O pós-moderno não tem a pretensão de transformar o mundo nem se apresenta como ideologia ou um modo de pensar. Parece mais uma condição a que se chegou quando o mundo moderno atinge o seu limite e começa a desaparecer". (1992,p.190)
Podemos então concluir que enquanto a modernidade se caracterizou pela "morte de Deus", a pós-modernidade começou com o decreto da "morte do homem". A tragédia da condição pós-moderna é potencializada na busca desesperada da felicidade pela satisfação imediata dos desejos de posse dos objetos do mundo. Visto que o homem por ser um ser que só existe projetando-se a si próprio além do presente, a satisfação de um desejo imediato será sempre substituido por outro desejo e assim conseqüentemente.
Seguindo a lógica da premissa que Deus não existe, a busca da felicidade sempre fracassará como objetivo último, visto que não havendo nenhum sentido prévio para existência, o “Para-si” deverá sempre se esforçar para construir, a partir de sua existência, a essência dos sentidos para sua vida e isto torna-se insuportável pois lhe revela o próprio despropósito da existência sem Deus. Desta forma, mesmo que o homem conseguisse satisfazer todos os seus desejos particulares ele não alcançaria a felicidade, já que um estado de completa satisfação dos desejos seria equivalente à morte. Segundo Sartre, o desejo de ser feliz através da posse dos objetos empíricos do mundo, caracteristica marcante do homem contemporâneo, está sempre pendente e é simplesmente uma particularização do desejo mais geral, do impossível – "ser-Deus".
Seguindo a lógica da premissa que Deus não existe, a busca da felicidade sempre fracassará como objetivo último, visto que não havendo nenhum sentido prévio para existência, o “Para-si” deverá sempre se esforçar para construir, a partir de sua existência, a essência dos sentidos para sua vida e isto torna-se insuportável pois lhe revela o próprio despropósito da existência sem Deus. Desta forma, mesmo que o homem conseguisse satisfazer todos os seus desejos particulares ele não alcançaria a felicidade, já que um estado de completa satisfação dos desejos seria equivalente à morte. Segundo Sartre, o desejo de ser feliz através da posse dos objetos empíricos do mundo, caracteristica marcante do homem contemporâneo, está sempre pendente e é simplesmente uma particularização do desejo mais geral, do impossível – "ser-Deus".
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